Tuesday, April 17, 2007

Vejo uma estrela sozinha no céu nublado

Vejo uma estrela sozinha no céu nublado,
e como eu gostaria de estar ao seu lado.
Eu passo noites ao relento a me encantar
com você, querida, de alegria vou brilhar!

Meu anjo lindo, desça desse céu
que eu quero todinho ser só seu.
Bela, mais belo será nosso amor,
não me faça, querida, sentir dor!

O céu vai devagarinho se abrindo.
Nós, infindáveis minutos, amando
e eu, cada vez mais, aos poucos, vou sorrindo!

As minhas lágrimas impuras resvalando...
À noite, o céu nublado, novamente lindo...
Eu, agora, vou-me embora chorando!

Tuesday, December 19, 2006

Bailarina Dançante

Ela dançava com monstruosa beleza, leveza de borboleta. Flutuava. O quarto escuro era iluminado pela luz lunar mas dela emanava esplendoroso brilho. Azul-celeste.
Cantarolava ao mesmo tempo que dançava, ao som de uma música que não sei qual era, mas muito linda.
Seu vestido de cetim tremulava ao vento que entrava pela janela e esvoaçava as cortinas.
Estendeu tua mão para que eu dançasse. Dançamos. Nos sentíamos leves. Levitávamos. No final, me beijou...

Friday, September 29, 2006

Época dos sonhos

Anacrônico

Que saudade daquele tempo que não vivi. Lá poderia ser feliz, poderia ter feito o que queria, poderia ter amado!
Era a vida que queria, a vida que sempre sonhei e ainda encontraria pessoas como eu, teria amigos como sempre quis.
Que época maravilhosa foi aquela que não vivi, que não sonhei, que não amei. Eu nasci em tempos errados, aquele outro era nobre. Havia arte, havia poesia, havia natureza, havia beleza, havia mulheres tão puras e tão belas quanto a noite enluarada. Havia vida! Aquela época foi um sonho, o qual jamais sonhei.

Monday, September 04, 2006

Clichê

Aquela história vulgar, repetindo traçados vulgares, com personagens vulgares e lugares vulgares: era eu e alguém que esqueci o nome, nos conhecemos entre uma cerveja e um rolinho de frango com bacon, saímos de um bar para um posto de gasolina e dalí pra um banco de trás. Temos, tivemos, teríamos um filho, mas eu pulei da ponte e você me trocou pela loira da esquina.

Sunday, August 13, 2006

Humor negro...


Crédito: juro que não sei... mas dizem que foi roubado de um amor alheio...

Tuesday, July 11, 2006

Noite estrelada

Todos os dias, à noite, abria a janela do quarto e ficava por horas contemplando o céu estrelado. Tinha certeza que lá do outro lado havia uma pessoa o observando também.

Acreditava que as estrelas eram pequenos animaizinhos místicos: responsáveis pelos sonhos, diziam a verdade, contavam o futuro e realizavam desejos. Se sonhar com aquilo que desejou, o pedido se realizará. Escolhia a estrela mais brilhante e desejava. E a lua a grande mãe de todas essas criaturinhas.

Saiu voando pela cidade, uma sensação incrível lhe enchia os pulmões. O ar fresco da noite. Sorria. Viu toda a cidade iluminada, linda. Foi até a casa da garota que amava e ficou ali da janela olhando ela dormindo, uma rosa adormecida. Chegou a pensar que as estrelas fossem cidades, não, eram mesmo animaizinhos místicos...

Algumas vezes, conseguia formar figuras ligando as estrelas. Uma rosa, um gato, um beija-flor... Um dia, viu nas estrelas a garota que amava e ela, piscou para ele. Sorriu, todo feliz deitou em sua cama e dormiu quentinho debaixo da coberta. Sonhou...

Saturday, June 24, 2006

Tensão – O desabrochar de uma rosa

Era sua primeira vez. Ele suava, tremia e cada vez ficava mais nervoso. Ficou ali sentado, passava milhões de coisas pela sua cabeça. A dúvida, tensionava seus nervos tornando seu corpo enrijecido como pedra. O suor lavava todo o seu corpo, encharcou as suas roupas. Os olhos arregalados e avermelhados. Ele rangia os dentes, um barulhinho de causar arrepios. A tremedeira aumentava a cada instante. Ele se levantou e começou a andar pela sala de um lado para o outro. Andou uns quinze minutos e voltou a se sentar no sofá, onde estivera antes. Pensou mais um pouco. Deu uma longa inspirada e expirou vagarosamente e num breve suspiro foi com tudo, num imenso alívio, freneticamente tragou tudo o que ali havia. Sorriu aliviado; deitou e dormiu.